O Brasil é muito conhecido por sua diversidade de locais para pesca esportiva. E enquanto muitos pescadores preferem praticá-la na água doce, em rios, represas e lagos, há quem goste mais de fisgar os peixes de água salgada, ouvindo o barulho das ondas e sentindo a brisa do mar.

Se é o seu caso, preparamos um guia com 15 espécies diferentes que habitam os mares, praias e costeiras do nosso Brasil. Continue a leitura e confira suas características e as dicas para fisgar cada um!

1. Anchova

A anchova é um ótimo peixe para se pescar na água salgada, pois é muito esportivo e costuma atacar a isca com frequência. É encontrada em boa parte do litoral brasileiro e se abriga principalmente nas áreas rochosas com arrebentação na maré.

É recomendado o uso de iscas artificiais com boa movimentação, e é muito importante utilizar boas técnicas de arremesso e dar leves toques com a carretilha ou molinete para atiçar o peixe.

peixes de água salgada anchova
Procure a anchova próximo das áreas rochosas e faça movimentos com o anzol para atiçá-la.

2. Badejo

Às vezes conhecidos como badeijo, abadejo ou cherne, esses peixes são uma espécie do grupo das garoupas. Quanto maior o animal, mais profundo é seu habitat, geralmente localizado próximo a tocas e cavernas.

O badejo pode ser capturado tanto com iscas naturais (camarões e pequenos peixes) quanto iscas artificiais de barbela longa. Um cuidado para se tomar é ao arremessar perto de pedras, para que a linha não enrosque.

Também é muito importante utilizar equipamentos robustos e de ação rápida, ou você pode perder os badejos do fundo. 

3. Bagre

O bagre é um peixe sem escamas, que habita tanto na água doce quanto salgada. Pode ser encontrado principalmente na costa leste brasileira, se abrigando entre os rochedos e galhadas.

Para fisgá-lo, utilize iscas vivas como o camarão, pois o peixe é atraído pelo olfato. Escolha varas entre 3,5 e 4,2 metros de comprimento, linhas até 0,30 milímetros e um sistema com chumbada na ponta. 

4. Baiacu

Esse peixe é muito conhecido pelo veneno presente em sua carne, que ao ser ingerido pode ser letal. Porém, o que muitos pescadores não sabem é que o baiacu é uma espécie esportiva e divertida de se pescar.

Ele se alimenta de várias espécies de peixes, crustáceos, moluscos e algas, e por isso pode ser encontrado tanto em águas rasas quanto profundas, ou até em mar aberto. Os períodos em que são mais abundantes são primavera e verão.

A principal dica é utilizar chicote de fluorcarbono, pois o peixe possui dentes afiados e que podem cortar a linha com facilidade. 

5. Corvina

Com corpo alongado e cabeça protuberante, a corvina pode chegar a medir 80 centímetros e pesar 6 quilos. Pode ser encontrada em boa parte do litoral brasileiro, em locais tranquilos e com pouca correnteza, principalmente durante o inverno.

O segredo para atrair esse peixe de água salgada das profundezas é utilizar um sistema simples com chumbada. Assim, quando o peso tocar o fundo, o anzol ficará suspenso e se movimentará juntamente com a água. 

Além disso, prefira a utilização de iscas naturais, como sardinha, piaba e lambari.

6. Dourado-do-mar

O dourado-do-mar é um verdadeiro bruto: pode alcançar 2 metros de comprimento e pesar 40 quilos. É um peixe que habita todo o litoral do Brasil e costuma ficar próximo à superfície, perseguindo suas presas. Portanto, é pescado com iscas de superfície.

Evidentemente, é preciso utilizar equipamentos robustos, como varas acima de 60 libras. Além disso, tenha à disposição pelo menos 150 ou 200 metros de linha com resistência acima de 30 libras.

Faça arremessos longos com iscas vivas ou artificiais de superfície e prepare-se, pois a briga pode demorar. O dourado-do-mar não desiste com facilidade, mas, com insistência, você terá um verdadeiro troféu nas mãos para tirar fotos e mostrar para os amigos.

peixes de água salgada dourado
Para pescar dourado-do-mar, utilize equipamentos reforçados.

7. Linguado

Famoso por habitar a zona costeira, o linguado tem os dois olhos do mesmo lado do corpo graças ao seu estilo de vida: o peixe nada levemente inclinado e costuma se abrigar deitado no fundo do mar.

Por ter uma alimentação carnívora, utilize iscas vivas, como pequenos peixes, moluscos ou vermes. As artificiais que imitam esses animais também podem ser efetivas se bem trabalhadas.

Solte o anzol na água até o fundo utilizando uma chumbada simples e aproveite o movimento da correnteza para que a isca se movimente e chame a atenção do bocudo.

8. Olho-de-cão

Apesar de pequeno (não costuma ultrapassar 30 centímetros), esse peixe de escamas é muito gostoso de se pescar. Se esconde no fundo do mar, entre rochas, areia e corais do Oceano Atlântico.

É muito abundante durante o verão na região Nordeste do Brasil, tanto nas praias quanto em regiões costeiras. Utilize iscas artificiais do tipo jig, que são um ótimo atrativo para o bocudo.

9. Pampo

O pampo é conhecido por ser alto, achatado e colorido: pode ter tonalidades de branco, prata, azul e amarelo. Se alimenta de peixes, crustáceos e moluscos, e vive em praias e costões, até 30 metros de profundidade. Pode chegar a 60 centímetros de comprimento e 4 quilos.

Pode ser capturado tanto com iscas artificiais, como jigs e shads, quanto com as naturais, como camarões, tatuíras e sarnambis. Para evitar que a linha se rompa, monte um chicote simples com fluorcarbono.

O canal do Tiago Mariano tem uma dica de como pescar pampos. Confira no vídeo abaixo!

10. Peixe-espada

Abundante em águas frias do Oceano Atlântico, especialmente próximo a baías e ilhas, tem esse nome por ser um peixe esguio, comprido e prateado, sendo similar a uma espada. Não confundir com o marlim-azul, que às vezes é chamado erroneamente de peixe-espada.

Por ser uma espécie carnívora, é muito atraído por iscas naturais como a sardinha, porém também é possível capturá-lo com artificiais azuis ou prateadas que imitem o peixinho. Como a boca do peixe-espada é pequena, preste atenção se ele já está ferroado antes de puxá-lo.

É um peixe muito agressivo, portanto, utilize um chicote de aço na ponta da linha e, ao puxá-lo, tome cuidado, pois tem comportamento imprevisível. Devolva à água o mais rápido possível, já que também se trata de uma espécie sensível.

peixes de água salgada peixe-espada
Espere o peixe-espada morder a isca por completo antes de puxá-lo. 

11. Pescada 

É um peixe muito apreciado na culinária e que proporciona uma pescaria esportiva e divertida. As pescadas podem ser brancas ou amarelas, e geralmente possuem a boca grande e com dentes protuberantes.

É um ótimo alvo para quem gosta de pesca noturna, já que o animal sobe à superfície nesse período para caçar outros peixes. Durante o dia também podem ser capturados mais ao fundo.

Utilize um equipamento médio e teste tanto iscas naturais (como camarões vivos) quanto artificiais (como plugs de meia-água e jigs).

12. Robalo

O bom e velho robalão é um dos peixes de água salgada mais conhecidos pelos pescadores. Vive em estuários e costeiras de boa parte do litoral brasileiro, e algumas vezes em mangues e partes altas de rios.

Responde bem tanto às iscas naturais, como camarão vivo, corrupto vivo, lambari e piaba, quanto artificiais, como zara, stick e popper. Nesse último caso, utilize cores chamativas, como amarelo, verde-limão e rosa, para chamar a atenção do bicho.

Use sua sensibilidade e alterne entre toques rápidos e longos com a vara para chamar a sua atenção.

13. Tainha

A tainha é muito abundante no litoral Sul e Sudeste do Brasil, e pode chegar a medir 1 metro e pesar 8 quilos. Os pescadores profissionais costumam capturá-la em tarrafas, mas também é possível fisgá-la pelo anzol.

Utilize carretilhas e varas de porte médio, pois é uma boa briga. Também é essencial utilizar uma boia própria para a pescaria de tainha, tanto como forma de cevar o peixe como de fisgá-lo.

14. Tarpon

O tarpon – às vezes chamado de pirapema, pema, camarupim e tarpão – é um peixe de água salgada que pode chegar a medir 2,5 metros e pesar 150 quilos. É conhecido por sua boca ossificada e grande.

São mais abundantes no Hemisfério Norte, mas também podem ser encontrados no Norte e Nordeste brasileiro. Para capturá-lo, utilize equipamentos reforçados, como anzóis 4/0 ou 8/0 e linhas até 30 libras.

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Pesca de tarpon: invista em equipamentos reforçados que aguentem o peso e a força do peixe.

15. Xaréu

Essa espécie encanta muitos pescadores por sua beleza: tem uma coloração brilhante, entre o prateado e o dourado, às vezes com tonalidades de azul e amarelo, corpo achatado e cauda furcada. Pode ter 1,5 metro de comprimento e pesar até 25 quilos.

Aqui vão algumas dicas de pescaria de xaréu: procure no litoral baiano, local em que o peixe é muito abundante; utilize anzóis entre 2/0 e 6/0 e linhas por volta de 0,30 milímetros. Não se esqueça de reforçar seu kit com um chicote de fluorcarbono com espessura entre 0,70 e 0,90 milímetros.

Ao pescar peixes de água salgada, é importante cuidar muito bem do equipamento, pois a salinidade da água e da brisa marítima podem danificá-lo com o tempo. Faça manutenção com frequência para não ficar na mão.

Além disso, não se esqueça de se proteger das intempéries da pescaria. Utilizando as roupas para pescador adequadas, você evita problemas causados pelo sol e pelo clima, podendo pescar despreocupado.

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