No intuito de descansar e ter momentos agradáveis de descontração entre os amigos, muitas pessoas optam pela prática da pesca esportiva. Contudo uma dúvida ronda a cabeça daqueles que são “marinheiros de primeira viagem”: afinal, quais tipos de anzol são mais adequados?

O fato é que, para fazer uma boa pescaria, é preciso levar em conta alguns fatores fundamentais, tais como escolher a vara e o barco ideais para a pesca, verificar a isca que será utilizada, cuidar da saúde. 

Caso você não saiba, o anzol que pretende usar influencia bastante na sua pescaria. Por isso, preparamos este miniguia para você ficar por dentro dos tipos de anzol e mostrar autoridade no assunto. Continue a leitura e tire suas dúvidas!

Identifique o tamanho do anzol

Esse é um dos primeiros detalhes que você deverá ficar de olho antes de fazer a sua compra e sair para pescar. Saiba que o tamanho do anzol está diretamente ligado ao tipo de peixe que pretende fisgar. Assim, é essencial conhecer seus hábitos alimentares e a posição da boca do animal.

Outro exemplo simples para que você tenha uma noção mais exata do tamanho dos anzóis é que, se pretende fisgar uma tilápia — que geralmente tem até 1 kg (exceto a tilápia-do-nilo) —, você pode usar modelos Ponta de Cristal de tamanhos que vão do 12 ao 14 ou o anzol Maruseigo, variando entre 10 a 14.

Ainda vale destacar que o número do anzol não segue um padrão específico. Isso pode variar de acordo com o fabricante e os modelos utilizados. Mas para quem está começando agora, é importante saber que há numerações de anzol para peixes pequenos, mais leves e de competição, e para peixes grandes.

Confira a espessura do produto

Essa informação é importantíssima e está diretamente relacionada à resistência que, por sinal, é algo que auxilia bastante na hora de conseguir pegar determinados tipos de peixes. Os anzóis mais finos, como o Kairyo Hansune ou Chinu, são melhores para capturar carpas e tucunarés. Isso porque são peixes que têm uma boca mais “frágil” por assim dizer.

Já os anzóis mais grossos são suficientes para puxar peixes como pirararas, jaús, piraíbas, filhotes, entre outros. No entanto, no caso dos bagres, que costumam ser peixes sistemáticos e com tendência a engolir o anzol, recomenda-se um produto com uma curva pequena e a haste grande para fazer uma boa fisgada.

Todo anzol é formado pelas mesmas partes e é interessante conhecer o nome de cada detalhe da peça para saber comprá-la corretamente. As principais partes são:

  • olhal ou olho: onde fica o nó da linha de pesca — a argola é a mais comum e aceita melhor diversos tipos de nós;

  • haste: o corpo do anzol, pode ser mais longa ou mais curta;

  • abertura: largura entre a haste e a ponta;

  • garganta: altura entre a curva e a ponta;

  • curva;

  • ponta.

Verifique o estado de conservação

Tenha sempre em mente que um anzol precisa estar com a ponta afiada para penetrar facilmente no peixe. Além disso, deve ser de material resistente, ter boa durabilidade e ainda auxiliar você no momento de pegar o peixe e tirá-lo da água. Contudo, conversando com outros pescadores, você notará que muitos desprezam a conservação do anzol. Eles têm a mania ruim de usar peças enferrujadas e em péssimo estado na hora da pesca.

Na verdade nem vale a pena reutilizar um mesmo anzol por muitas vezes porque o custo de cada peça é bem baixo. Por exemplo, é fácil encontrar bons tipos de anzol por cerca de R$ 8 a cartela com doze unidades.

Além disso, fazer uso de um material velho pode trazer dor de cabeça no momento da fisgada. Afinal, o anzol pode partir ao puxar o peixe. Além do mais, a má conservação da peça torna-se um perigo para o pescador também, pois, caso aconteça algum acidente, a pessoa corre o risco de se machucar ou contrair uma infecção — inclusive tétano.

Saiba qual o peixe quer pescar

Essa é uma dica fundamental e que todo pescador precisa prestar atenção. Saber qual espécie você tem o desejo de fisgar vai ajudar você a escolher o tipo de equipamento e, até mesmo, a estabelecer o seu trajeto e o horário de pescaria. Afinal, há peixes específicos do Pantanal, da Amazônia, de praias, de pesqueiros, entre outros lugares.

Além dos já citados acima, daremos dicas de tipos de anzol para diferentes situações e espécies de peixes. Confira a seguir:

  • Raposa: fino, leve e bem afiado para pescar riscadinhos e carapicus;

  • Garateia: são três anzóis juntos usados com iscas bem moles para pescar peixes-espadas e barracudas;

  • Wide gap: tem a característica de manter as iscas vivas por maior período de tempo, bom para pescar robalos, pescadas e achigãs;

  • Japonês: geralmente usado em competição, é indicado para pegar pampos, robalos, piaparas, lambaris e piraputangas;

  • Glub: com design apropriado para o uso de minhocas artificiais e iscas de silicone, esse modelo de anzol é bom para a captura de traíra e tucunaré;

  • Pesca pesada: esse tipo de anzol é mais resistente do que os demais e serve para a captura de peixes maiores, como atum, cavala e dourados;

  • Beak resistente: ideal para a pesca de peixes como black-bass, carpas, corvinas de água doce, dourados, pacus, piaus, piranhas, piraputangas, tucunarés e muitos outros que exigem uma fisgada mais firme;

  • Bowed resistente: já esse modelo oferece a fisgada mais profunda, necessária para peixes que têm a boca dura, como dourados e pirararas;

  • Carlisle haste longa: esse deve ser usado para a pesca de peixes que podem cortar a linha com os dentes, como bagres, piranhas e traíras;

  • Crystal: indicado para peixes que têm a boca pequena, como curimbatás, lambaris, piaus e tilápias;

  • Kirby: deve ser usado para a pesca com iscas vivas e, por isso, é mais indicado para os peixes como tucunarés, tilápias, traíras ou lambaris, que preferem esse tipo de isca;

  • O’shaugnesssy: um anzol bastante resistente, indicado para ser usado com peixes que costumam brigar para sair da água, como anchovas, robalos ou corvinas.

Hoje em dia você já pode encontrar tipos de anzóis que são ecologicamente corretos. Esses são circulares e dificilmente machucam os órgãos internos dos peixes, garantindo que a fisgada ocorra apenas nos ossos da mandíbula do animal. É é perfeito para quem pratica pesca esportiva e não quer ferir os peixes nem causar uma fisgada fatal.

Para uma pesca ainda mais completa, você pode considerar ter um saca-anzol. Essa ferramenta foi criada para auxiliar no momento de tirar o anzol dos peixes, principalmente aqueles que costumam engolir a peça e ficar embuchados.

Por fim, certifique-se de que você tem os tipos de anzol necessários para pescar com tranquilidade e, se possível, sem machucar o peixe também. Além disso, tenha atenção especial ao protetor solar e use com proteção UV, pois ajudarão a proteger sua pele em dias de calor excessivo.

Depois de aprender sobre os tipos de anzol, que tal seguir a gente no Facebook e no Instagram para ficar por dentro do universo da pesca?