Conforme os anos se passam, mais e mais pessoas se preocupam com o meio ambiente. Sempre são levantadas questões éticas e morais a respeito da influência do homem nessa esfera, e, quando o assunto é sobre esportes que podem impactar negativamente a natureza, o debate tende a ser caloroso. Neste momento, pode-se chegar à grande dúvida: afinal, a pesca esportiva machuca o peixe ou não?

Essa é uma pergunta polêmica e de difícil resposta. Contudo, ao longo do texto, nós explicaremos mais a respeito. Pronto para saber a resposta? Continue a leitura!

Quais os pontos principais do debate

Em primeiro lugar, é preciso entender que os peixes, assim como nós, possuem um sistema nervoso capaz de responder à dor, que é um estímulo de proteção básico para a manutenção da vida.

Entretanto, a grande questão fica para a área em que o anzol atinge o peixe. Normalmente, na pesca esportiva, entende-se que o peixe será fisgado pela boca, e, nesta região, neurobiologistas já descobriram que existem poucas terminações nervosas, uma vez que são encontradas cartilagens, ossos e ligamentos nessa área.

De um lado do debate, parte da comunidade científica diz que os peixes, ao serem fisgados, sofrem apenas uma pressão mecânica, e, de outro, alguns pesquisadores acreditam que possa haver um grande estímulo de resposta à dor.

A verdade é que uma resposta assertiva dos cientistas não foi encontrada, e, até o momento, ambas as vertentes possuem argumentos válidos a respeito.

Como proceder para assegurar uma pesca “limpa”

Mesmo que as questões ainda não tenham sido devidamente respondidas, é importante que os pescadores tomem todas as medidas cabíveis para manter o esporte “limpo” de quaisquer danos desnecessários para o meio ambiente.

Afinal, a pesca esportiva – que possui uma longa história e evolução, diga-se de passagem – consiste na luta entre o pescador e o peixe, que, após vencido, deve ser devolvido para a natureza como um símbolo de respeito e de integridade.

Como escolher o equipamento mais adequado

Para evitar o sofrimento desnecessário do animal, é recomendado o uso de um anzol sem farpa, principalmente para que ele não venha a ter nenhum ferimento letal após a devolução ao seu habitat natural – fato esse que muitos pescadores não levam em consideração.

A real eficácia das farpas também vem sendo objeto de debate entre alguns esportistas. Inclusive, alguns ressaltam que a pesca se torna ainda mais desafiadora com anzóis que não possuem essa extremidade, o que pode ser ou não um ponto positivo para você.

Por esses motivos, percebemos que praticar a pesca esportiva de maneira saudável para o animal é sim possível, e, para tal, basta utilizar o equipamento correto e a mentalidade correta, para que os peixes não sejam prejudicados demasiadamente durante a atividade. Assim, por meio de métodos mais “justos”, esse esporte tão cativante vai continuar sendo respeitado e admirado pela sua legião de fãs e de interessados ao redor do mundo.

Esse foi o nosso post de hoje! E para você? A pesca esportiva machuca o peixe ou não? Está querendo saber mais a respeito sobre as diferenças entre a pesca esportiva e a pesca artesanal? Então, leia este artigo!